Em meio uma sociedade patriarcal,
onde os homens têm muito mais privilégios do que todas as minorias juntas,
definidos apenas por uma questão biológica, as mulheres vêm, aos poucos,
conquistando seu espaço e sua voz. Impulsionadas pelos movimentos feministas, que
crescem nos novos meios de comunicação e recebem apoio e representatividade por
meio da arte, e em especial, da música. Os nomes que mais representam a indústria
musical contemporânea vêm de grandes mulheres, que ganham notoriedade por serem
independentes e determinadas, com muita garra e talento de sobra. Aqui estão
alguns exemplos de músicas que empoderam e que inspiram mulheres de todo o
mundo a se tornarem mais fortes a cada dia.
Karol Conka – É o Poder (escolhida por Peterson Augusto)
Se tem alguém que representa a luta da mulher negra contra o homem cis branco opressor no meio artístico brasileiro, é Karol Conka. Uma das pioneiras no cenário hip-hop que vem ganhando espaço no Brasil, a cantora faz questão de estampar suas composições com verdades sobre uma sociedade cruel que oprime as minorias e que precisa urgentemente de um fim através do amor e da igualdade. É muito bonito ver todo o apoio e o reconhecimento que Conka recebe a cada dia, seja lotando shows, conquistando uma apresentação no Lollapalooza, ganhando espaço em rede nacional ou abrindo as Olimpíadas do Rio de 2016. E ainda vem muito mais por aí, só não vê quem não quer. Aceita porque dói menos!
Destiny’s Child – Independent Women (escolhida por Gabriel Bonani)
Mallu Magalhães – Velha e Louca (escolhida por Jhonatan Oliveira)
Realçando o indie brasileiro, Mallu traz o seu talento puro. A menina que começou
fazendo vídeos das autorias com sua voz angelical, enamorou-se com Marcelo
Camelo, formaram a Banda do Mar, mas ela ainda continuou sua carreira solo e
segue com sua grande capacidade musical. ”Velha e Louca” se constrói com
suavidade em sua voz, inteligência nos seus versos fortes e ritmo animado. A letra
mostra o poder feminino, como outro modo de vida, superioridade, autoconfiança e
certa rejeição de um amor. O ritmo de guitarra e bateria em harmonia fazem a
melodia dançante, inspirada tanto no country
quanto no pop.
Tove Lo – Scream My Name (escolhida por Jhonatan Oliveira)
Trilha sonora de um dos filmes da
saga “Jogos Vorazes”, a princesinha do electro-pop
revela seu talento. Rebelde, voraz e de atitude, “Scream My Name” apresenta
a independência de ser, a frieza, autonomia e originalidade em sua letra muito
bem composta pela própria Tove Lo. O ritmo não é para lá de animado, mas é
envolvente e acompanha os efeitos vocais da cantora, tornando a música viciante
e original.
Fifth Harmony – Bo$$ (escolhida por Peterson Augusto)
Desde que começaram seus
trabalhos autorais, sempre ficou muito claro que um dos grandes objetivos das
meninas Fifth Harmony era empoderar seu público feminino através de suas
composições. Já mostrando a que vieram, “Bo$$” foi o primeiro grande sucesso do
grupo e o single promovia uma visão da mulher trabalhadora e bem-sucedida, independente
e dona de si, exemplificando que isso é possível com grandes figuras públicas
como Oprah e Michelle Obama. De um modo geral, todas as suas músicas promovem
algum tipo de valorização feminina, o que é extremamente importante e efetivo,
visto que as fãs podem, desde crianças, mostrar ao mundo que tem muito valor,
sim.
P!nk – So What (escolhida por Gabriel Bonani)
Junto à Lady Gaga, Pink é, ao meu ver, a cantora pop atual com a atitude mais badass de todas. A personalidade bem determinada da cantora com certeza já inspirou inúmeras pessoas pelo mundo, e é pra isso que a música vive. “So What” é mais uma música para você que está dando 0 fucks por ter perdido seu namorado, porque digamos que você é boa do jeito que é, por si só. A cantora dá uma aula de provocação, liberdade e amor próprio.
Sia – Unstoppable (escolhida
por Jhonatan Oliveira)
Sem dúvida uma poderosíssima mulher!
A cantora australiana em sua “atuação” (como sugere o seu álbum recente) pop, não só tem poder lírico e
capacidade de escrever perfeitamente para outros artistas, mas também tem seu
poder vocal, sua grande e belíssima voz. “Unstoppable” conta com a letra
marcante de uma inquebrável e poderosa mulher. O piano e a bateria fazem o ritmo
tocante e evolutivo, tão viciante quanto a voz da cantora.
Zedd & Kesha – True Colors (escolhida por
Gabriel Bonani)
Depois do recente crime
escandaloso e abusivo entre Kesha e seu renomado produtor Dr. Luke, a cantora
voltou mais forte do que nunca para regravar a faixa do Zedd, “True Colors”.
Nela, dá pra sentir toda a emoção que Kesha estava mantendo em um cativeiro de
rancor por todo esse tempo, por tanto a intensidade da música chega a ser de
arrepiar, ainda mais pra quem acompanhou todo o caso da cantora. Muitas
mulheres passam por situações degradantes como a de Kesha, dia a dia, independente
da classe social. Então, o fato dela expor sua história para empoderar outras
vítimas de estupro e derivados foi uma das atitudes mais bonitas e humanas de
sua carreira, sem dúvida alguma. Espero continuar vendo a Kesha e outras
mulheres mostrando suas “true colors”.
Beyoncé – Run The World (Girls) (escolhida por Peterson Augusto)
Chega até ser óbvio que esse nome
figuraria numa lista de empoderamento feminino, afinal, Beyoncé já fez tanto com
a sua arte pela auto-estima das mulheres de todo o mundo que sua presença é
mais do que devida. Bey sempre foi extremamente confiante de si e aproveita
disso para transmitir o mesmo pensamento a suas iguais, esbanjando ideais de
sororidade e quebra do patriarcado, que teve em “Run The World (Girls)” sua
maior divulgação, não só na música, mas principalmente no clipe. Um exército de
mulheres que dominavam o mundo: é inegável o quanto a faixa inspirou as
mulheres dessa geração e das que virão.
TLC – No Scrubs (escolhida por Gabriel Bonani)
Um dos mais clássicos hinos do
feminismo é “No Scrubs” do girlgroup TLC. As harmoniosas meninas do grupo
descrevem bem, através de uma melodia admirável, aquele cara que acha que está
com tudo ao acreditar ter o direito de jogar a famosa “cantada de pedreiro” pra
cima de você. Aí essa é a sua hora de gritar: “I don’t want your number, no, I
don’t want to give you mine”! A mulher não é um objeto e exige respeito
independente do lugar, da roupa ou de qualquer situação. A mulher tem o direito
de dizer “não”, resta aceitar.
Demi Lovato & Sirah – Waitin’ For You (escolhida por Jhonatan Oliveira)
Mais confiante do que nunca, Demi diferencia-se mais uma vez em um álbum, mas não fugindo do pop, muito menos da sua marca, seu poder e personalidade fortes. Em “Waitin For You” a mensagem é clara de uma decepção, mas sem baixar a cabeça, ela se torna forte e está preparada para lutar (um verdadeiro soco lírico). A música segue com o seu ritmo envolvente e rebelde. Poderosa, Lovato não esconde sua capacidade vocal e ainda é acompanhada de uma outra boa voz, Sirah, cantora de rap e hip hop americana.
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